Prevenção

Prevenção dos Efeitos das Cheias

 

A acção preventiva constitui a estratégia mais eficaz no combate a este tipo de situações extremas, dadas as suas graves consequências.

Factor essencial para o alerta das autoridades, aviso das populações e preparação das acções de socorro é o tempo que medeia a previsão de uma inundação (por cheia ou não) e a sua concretização.

A prevenção de cheias é efectuada através de duas componentes, a previsão, que possibilita a antecipação de acções de mitigação, e a monitorização, que permite detectar e conhecer em cada instante o grau de gravidade da situação. Esta última componente é fortemente hidrológica.

O Instituto da Água e as Administrações de Região Hidrográfica são as entidades responsáveis em Portugal pela previsão de cheias, através do Sistema de Vigilância e Alerta de Recursos Hídricos (SVARH). Os níveis das albufeiras portuguesas e espanholas são monitorizados continuamente, em simultâneo com o acompanhamento das condições meteorológicas, permitindo identificar as regiões do país em crise e acompanhar a sua evolução

Inundações - Medidas de Autoprotecção

 

Prevenção dos efeitos das secas

 

A acção preventiva constitui a estratégia mais eficaz no combate a este tipo de situações extremas, dadas as suas graves consequências.

A prevenção de secas é efectuada através de duas componentes, a previsão, que possibilita a antecipação de acções de controlo, e a monitorização, que permite detectar e conhecer em cada instante o grau de gravidade da situação.

A previsão de secas é essencialmente climatológica. A monitorização e detecção têm uma componente fortemente hidrológica.

O Instituto da Água é a entidade responsável em Portugal pela previsão e detecção de secas, através do Sistema de Prevenção e Protecção de Secas que, apoiado na monitorização (Programa de Vigilância e Alerta de Recursos Hídricos) e numa análise de secas regionais, permite identificar as regiões do país em crise e acompanhar a sua evolução.

 
Quando a situação é crítica, o Instituto da Água avisa a Autoridade Nacional de Protecção Civil para tomar as medidas necessárias. Quando os sistemas de abastecimento usuais esgotam os seus recursos é necessário providenciar o abastecimento de água às populações com meios alternativos. Este acompanhamento permanente pelo Instituto da Água fornece os indicadores que possibilitam decidir sobre os mecanismos de mitigação dos impactes decorrentes da seca. Para tal, é necessário dispor-se de informação relativa às actividades socio-económicas das regiões e à avaliação de medidas tomadas em situações de seca verificadas no passado.

Medidas a Adoptar em caso de Seca

 

Medidas de Autoprotecção nos Incêndios Florestais

Pessoas e Bens


ANTES

  •  Aprenda e ensine as práticas de segurança contra incêndios;
  • Tenha sempre um meio para extinguir de imediato e completamente o início dum incêndio     (exemplo:    extintor, mangueiras, enxada, pás, etc);
  • Utilize materiais resistentes ao fogo na construção ou renovação das suas habitações;
  • Plante árvores que possam contribuir para a contenção mais fácil da linha de um incêndio;
  • Crie uma zona de segurança, nunca inferior a 50 metros, entre a sua habitação e os materiais combustíveis;
  • Sempre que possível, deverá ser criada uma faixa pavimentada de 1 a 2 m de largura, circundando todo o edifício;
  • Armazene materiais combustíveis em zonas seguras e fora da sua habitação;
  • Tenha em atenção a localização das linhas eléctricas em relação às copas das árvores; 
  • Não se esqueça que as copas das árvores e dos arbustos deverão estar distanciadas no mínimo 5 metros da edificação e nunca se poderão projectar sobre o seu telhado;
  • Elabore planos de evacuação da sua casa pedindo a colaboração dos vizinhos; 
  • Planeie a utilização de estradas alternativas para fugir das zonas de perigo; 

Tenha o seguinte equipamento de reserva:

  • Rádio e lanterna a pilhas, com pilhas de reserva;
  • Caixa de primeiros socorros;
  • Comida e bebidas em embalagens de conserva;
  • Sapatos fortes e isolantes do calor (exemplo: couro);
  • Um rádio de pilha;
  • Para a eventualidade de a sua família poder ficar separada durante um incêndio (quando os adultos estão a trabalhar e as crianças na escola) elabore um plano para a reunir. Utilize um ponto de contacto entre os seus familiares e amigos. Tenha a certeza que todos sabem o seu nome, morada e telefone;
  • Não faça fogo no interior das florestas;
  • Não lance foguetes ou fogo de artifício nos espaços rurais;
  • Nunca deixe que um pequeno foco de incêndio cresça e se transforme num incêndio. Não se esqueça que no primeiro minuto qualquer fogo nascente se apaga com um copo de água mas cinco minutos depois uma tonelada de água poderá não chegar;
  • Nunca deixe crianças sozinhas em casa fechadas à chave;
  • Não deixe as crianças brincarem com fósforos ou isqueiros.

DURANTE 

  • Se for surpreendido pelo início dum incêndio florestal contacte de imediato os Bombeiros, Forças de Segurança (GNR ou PSP) utilizando para o efeito o número 112 ou o 117;
  • Ligue o seu rádio de pilhas para obter informação actualizada sobre a situação de emergência;
  • Tome em atenção a protecção da sua habitação, no caso do incêndio se desenvolver nas proximidades;
  • Retire os cortinados inflamáveis e feche todas as persianas, ou coberturas, de janelas não combustíveis, para tentar evitar a propagação do incêndio para o interior da casa;
  • Feche todas as janelas e portas para evitar fenómenos de sucção;
  • Feche todas as válvulas do gás e regue os depósitos com água;
  • Acenda uma luz em todas as divisões para ter visibilidade em caso de presença de fumos;
  • Ponha os objectos que não sejam danificados pela água no interior de piscinas ou de tanques;
  • Remova materiais combustíveis do interior e das imediações da sua casa;
  • Molhe abundantemente as paredes e toda a zona circundante da casa;
  • As piscinas ou tanques são zonas potencialmente mais seguras;     
  • Retire a sua viatura dos caminhos de acesso ao incêndio;                                      
  • Se estiver próximo do incêndio e não correr perigo tente extingui-lo com pás, enxadas ou ramos, procurando sempre não prejudicar a acção dos bombeiros e seguir as suas instruções;
  • Se notar a presença de pessoas com comportamentos de risco, informe as autoridades;
  • Caso as autoridades aconselhem a sua evacuação, obedeça rapidamente mas com calma;
  • Caso o incêndio se aproxime da sua habitação, ou por ordem das autoridades esteja preparado para evacuar todos os membros da sua família, dando especial atenção às crianças, idosos e deficientes. Caso não seja possível por a salvo os seus animais atempadamente, solte-os, eles tratam de si próprios;
  • Não perca tempo a recolher objectos pessoais desnecessários;
  • Não volte atrás por motivo algum.
  • Se ficar preso por um incêndio:
  • Procure não entrar em pânico;
  • Saia na direcção contrária à do vento;
  • Identifique uma zona com água na qual poderá defender-se de altas temperaturas, e afaste-se de zonas com muita vegetação;
  • Cubra a sua cabeça e a parte superior do seu corpo com roupas molhadas;
  • Respire o ar junto ao chão através duma roupa molhada a fim de evitar a inalação de fumos;
  • Se não existe água nas proximidades, procure um abrigo numa área aberta ou num afloramento de rochas.
  • Mantenha-se deitado e SE POSSÍVEL cubra-se com a terra do próprio solo;
  • Em caso de queimadura passe-a por água fria. Nunca use gorduras;
  • Caso não consiga sair sozinho, aguarde a chegada das autoridades.

DEPOIS

  • Tome cuidado quando regressar a uma área recentemente ardida, podem haver reacendimentos. Verifique se existem zonas em combustão na sua casa ou à sua volta e extinga-os, caso existam;
  • Se a sua casa for evacuada, regresse só quando as autoridades o aconselharem;
  • Assegure-se que a sua casa não está em risco de ruir. Tenha cuidado com os fios eléctricos expostos e outros perigos;
  • Impeça as crianças de brincarem no local do incêndio a seguir à sua extinção. Lembre-se que há o perigo de reacendimento;
  • Se as autoridades competentes solicitarem a sua ajuda nas operações de rescaldo e vigilância, COLABORE!

 

CUIDADOS A TER COM A FLORESTA


PREVENÇÃO - Chave de Riqueza e de Vida

O seu contributo para proteger a floresta do fogo baseia-se na adopção de algumas Acções Preventivas, medidas de simples bom senso, sempre que haja risco de incêndio e sobretudo durante os períodos mais quentes e secos. 

Deve-se respeitar a legislação vigente, nomeadamente o DECRETO-LEI Nº 124/2006, de 28 de Junho, alterado pelo DECRETO-LEI N.º 17/2009, de 14 de Janeiro, que estabelece as medidas e acções a desenvolver no âmbito do Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios (SNDFCI) e ter especial cuidado com:

Queimadas

É proibida a realização de queimadas durante o «período crítico», a definir em Portaria específica.

A realização de queimadas só é permitida após licenciamento na respectiva Câmara Municipal, ou pela Junta de Freguesia se a esta for concedida delegação de competências, na presença de técnico credenciado em fogo controlado ou, na sua ausência, de equipa de bombeiros ou de equipa de sapadores florestais.

As queimadas constituem um perigo para a floresta durante o Verão, mas não só. Em especial na Primavera e no Outono mais secos e com temperaturas mais elevadas do que o normal para a época, uma queimada mal conduzida poderá ocasionar incêndios florestais de área considerável.

Lançamento de foguetes

Durante o "período crítico", nos espaços rurais, a utilização de fogo de artifício está sujeita a autorização prévia da respectiva Câmara Municipal.

Utilização de fósforos e cigarros

Durante o "período critico" é proibido fazer fogo de qualquer espécie, incluindo fumar, nos espaços florestais, nas vias que os delimitam ou os atravessam. 

Fora do "período critico" e desde que o índice de risco temporal de incêndio seja de nível muito elevado e máximo, mantém-se as restrições já referidas.

Fogueiras

É proibido, nos espaços rurais, durante o "período critico", fazer fogo de qualquer espécie, incluindo a realização de fogueiras para lazer ou recreio e para a confecção de alimentos, bem como a utilização de equipamentos de queima e combustão destinados à iluminação e ou confecção de alimentos.

Existem indicações sobre o modo, ocasião e local correctos para realização de fogueiras.

Piqueniques

É proibida a realização de piqueniques com uso do fogo para confecção ou aquecimento de alimentos. Deverão ser utilizados os espaços próprios para o efeito, construídos pelas autarquias ou outras instituições, locais estes onde deverão ser disciplinados todos as actos relacionados com o uso do fogo e rejeição de dejectos, onde deverá ser dada ênfase especial à limpeza dos combustíveis vegetais por forma a quebrar a continuidade horizontal com os povoamentos contíguos.

Apicultura

A actividade apícola, vulgarmente exercida no interior ou nos limites de povoamentos florestais, está vulgarmente associada à utilização do fogo. Este meio é utilizado não só para acender os fumigadores como também para realizar limpezas de matos adjacentes ao apiário.

Durante o "período crítico", as acções de fumigação ou desinfestação em apiários não são permitidas, excepto se os fumigadores estiverem equipados com dispositivos de retenção de faúlhas.

Linhas eléctricas

As linhas eléctricas que atravessam espaços florestais deverão providenciar a gestão do combustível numa faixa que abranja a área da projecção vertical das linhas e mais uma faixa adjacente de cada lado, de largura não inferior a 10 metros.

 Vias férreas

Os incêndios florestais relacionados com a passagem de comboios podem ter várias causas: projecção de faíscas devido à frenagem, projecção de materiais incandescentes pelos passageiros dos comboios (fósforos, beatas) e faúlhas provenientes dos tubos de escape das máquinas que funcionam com motores de combustão.

À semelhança do caso anterior, as entidades responsáveis pelas vias ferroviárias deverão salvaguardar uma faixa de 10 metros, contada a partir da aresta exterior dos carris externos das vias.

Rede viária

À semelhança do caso das vias férreas, as entidades responsáveis pela rede viária deverão providenciar a gestão de combustível numa faixa lateral de terreno confinante numa largura não inferior a 10 metros.

Máquinas ou equipamentos de motor de combustão

De acordo com a legislação, é obrigatório que as máquinas de combustão interna ou externa, utilizadas em áreas florestais, estejam equipadas com dispositivos de retenção de faíscas ou faúlhas e dispositivos tapa chamas nos tubos de escape.
É necessário ter muito cuidado e estar constantemente vigilante quando se utilizam máquinas agrícolas, máquinas florestais, veículos todo o terreno, locomotivas, etc. em zonas florestais.
É obrigatório que as máquinas que desenvolvem actividades nos espaços rurais estejam equipadas com um ou dois extintores de 6 kg de acordo com a sua massa máxima.
Medidas de segurança com vista a diminuir o potencial perigo de incêndio florestal pela utilização destas máquinas:
- Utilização de dispositivos de segurança para evitar o risco de incêndio por projecção de faúlhas ou faíscas e por   sobre-aquecimento de alguns componentes da máquina;
- Boa acessibilidade a extintores nos locais de trabalho florestal ou agrícola;
- Evitar o contacto entre combustíveis florestais finos e mortos e as componentes sobre aquecidas da maquinaria;
- O abastecimento de combustível deverá ser feito a frio, em lugares isentos de focos de ignição.

Chaminés

As chaminés de residências ou de fábricas poderão ser responsáveis pela emissão de material incandescente, que poderá provocar focos de ignição caso encontrem na sua trajectória combustíveis vegetais finos e muito secos.
Para evitar tais acontecimentos sugere-se a instalação de dispositivos de retenção de faúlhas, como uma simples rede de malha adequada.

Realização de queimadas/fogueiras

O momento ideal para a realização de queimadas nem sempre é de fácil decisão.
Alguns meses primaveris e invernais poderão também apresentar alturas pouco favoráveis à realização de queimadas.

Ao realizar uma queimada deverão ser observadas as seguintes precauções:

  • Humidade do ar - quanto maior a humidade do material vegetal, menor a facilidade que este tem de entrar em combustão. A realização de queimadas em dias húmidos dificulta uma eventual propagação da queimada para combustíveis contíguos ou próximos. As queimadas deverão ser realizadas em dias com humidade do ar elevada. 
  • Temperatura do ar - temperaturas elevadas tornam os combustíveis mais secos e susceptíveis de entrarem em combustão. Nesses dias, uma eventual “escapadela” da queimada poderá originar um incêndio de consequências desastrosas. Evitar realizar queimadas em dias quentes.
  • Vento - é o responsável pela oxigenação da combustão e arrastamento de faúlhas que poderão provocar focos de incêndio a distâncias consideráveis e pela inclinação das chamas sobre outros combustíveis que não interessem queimar. Evitar realizar a queimada num dia de vento, sobretudo se este for de direcção variável. O vento não deverá soprar no sentido de zonas de grande acumulação de combustíveis florestais.
  • Combustíveis - como combustíveis mais comuns na realização de queimadas podem-se citar todos aqueles materiais vegetais resíduos de actividades agrícolas ou florestais, tais como, erva, ramos de árvores, rama da batata, etc.. O combustível, conjuntamente com o calor e o oxigénio, é uma das componentes essenciais para que a queimada se realize. Deverá ser evitado qualquer contacto entre a fogueira e os combustíveis que não se desejem destruir. Para tal, ao redor da fogueira, deverá ser limpa uma faixa de pelo menos 2 metros de largura e com uma profundidade suficiente para que se atinja a camada mineral, ou seja, um nível em que o solo não apresente material combustível. Esta limpeza evitará que o fogo escape de controle por contacto com os combustíveis adjacentes.
  • Declive - evitar a realização de queimadas em locais onde o declive seja acentuado. Material incandescente pode libertar-se da fogueira e rolar encosta abaixo provocando focos de incêndio. 
  • Alimentação gradual - a fogueira onde se pretende destruir o material vegetal agrícola deverá ser alimentada gradualmente para evitar a produção de muito calor e uma elevada emissão de faúlhas. O material a queimar deverá ser adicionado gradualmente, em pequenas quantidades, diminuindo assim a probabilidade de descontrolo da queima.
  • Vigilância - uma vigilância permanente e cuidada é essencial para a realização adequada de uma queimada. O responsável pela queimada deverá ter em atenção as formas mais prováveis de evasão do fogo dos limites da fogueira. Esta poderá ser por emissão de faúlhas (via aérea), por aquecimento de combustíveis adjacentes ao lume ou por condução de calor em terrenos com muita matéria combustível enterrada. A vigilância deverá ser sempre prolongada várias horas para além da extinção total da fogueira.
  • Água - para precaver qualquer emergência durante a realização da queimada é necessário que água esteja sempre acessível, seja através de recipientes, ou através de mangueiras ligadas à rede publica, a poços ou nascentes. A água servirá também para tornar mais eficiente o rescaldo final. 
  • Utensílios - utensílios de uso agrícola tais como ancinhos, pás e enxadas poderão ser utilizados para criar o espaço adequado para realizar a queima, para mais facilmente controlar a fogueira e para auxiliar na extinção final da combustão.
  • Rescaldo - um grande número de queimadas originam incêndios muito tempo após terem sido presumivelmente apagadas. Um rescaldo adequado é tão importante como uma boa condução do lume. Além da extinção das chamas vivas da queimada, o rescaldo também deve contemplar a supressão de qualquer combustão lenta que se desenvolva em níveis interiores, não directamente observáveis, nomeadamente no interior das cinzas e na camada orgânica do solo. Os utensílios devem ser utilizados para remexer a zona da queimada, apagando qualquer réstia de materiais em combustão. A cinza quente não deve ser espalhada sobre material fino e seco. Deve ser utilizada água para uma extinção final mais eficiente.
  • Informação - quaisquer esclarecimentos ou dúvidas relativos à execução da queimada podem ser devidamente clarificados junto da Câmara Municipal da área de residência ou junto das dependências regionais da Autoridade Florestal Nacional.

 

Folhetos:

Incêndios Florestais - Medidas de Autoprotecção

Incêndios Florestais - Prevenção

Incêndios Urbanos - Prevenção e Autoprotecção

Medidas de Autoprotecção

 

Em dias de muito calor:

  • Ingira água ou outros líquidos não açucarados com regularidade, mesmo que não sinta sede. Pessoas que sofram de epilepsia, doenças cardíacas, renais ou de fígado ou que tenham problemas de retenção de líquidos devem consultar um médico antes de aumentarem o consumo de líquidos;
  • Se tem idosos em casa incentive-os a beber pelo menos mais um litro de água por dia para além da que bebem normalmente. Eles vão rejeitar mas deve insistir;
  • Procure manter-se dentro de casa ou em locais frescos;
  • Em casa, durante o dia, abra as janelas e mantenha as persianas fechadas, de modo a permitir a circulação de ar;
  • Durante a noite, abra bem as janelas para que o ar circule e a casa arrefeça;
  • Evite sair à rua nas horas de maior calor, mas se tiver de o fazer, proteja-se usando um chapéu ou um lenço;
  • Vista roupas leves de algodão e de cores claras. As cores escuras absorvem maior quantidade de calor;
  • Evite usar vestuário com fibras sintéticas ou lã. Provocam transpiração, podendo levar à desidratação;
  • Evite fazer exercício físico ou outras actividades que exijam muito esforço;
  • Evite estar de pé durante muito tempo, especialmente em filas e ao sol;
  • Se tiver oportunidade, desloque-se nas horas de maior calor para locais com ar condicionado;
  • Um pequeno duche de água tépida arrefece o seu corpo rapidamente aumentando o seu conforto. Se o seu corpo estiver muito quente não deve tomar banho com água muito fria;

Quando Viajar:

  • Viaje de preferência a horas de menos calor ou à noite;
  • Quando viajar de automóvel faça-o por períodos curtos. Se tiver que fazer grandes viagens leve consigo água ou outros líquidos não alcoólicos e não açucarados em quantidades suficientes;
  • Proteja os passageiros da exposição ao sol, cobrindo as janelas com telas apropriadas, que não dificultem ou prejudiquem a condução;
  • Nunca viaje com as janelas totalmente fechadas a não ser que tenha ar condicionado no seu carro;
  • Se viajar com crianças mantenha-as o mais arejadas possível, vestindo-lhes o mínimo de roupa e dando-lhes frequentemente água a beber:
  • Se viajar com bebés tenha em atenção que o leite é a sua refeição normal e que no intervalo entre as mamadas devem beber bastante água;
  • Tenha atenção aos idosos que viajam consigo. Não devem vestir de negro nem roupas de fibra sintética e devem também beber um suplemento de água;
  • Coma poucas quantidades de cada vez e várias vezes ao dia;
  • As refeições devem ser ligeiras, sopas frias ou tépidas, saladas, grelhados, comidas com pouca gordura e pouco condimentadas, acompanhadas de preferência com água, chá fraco ou outros líquidos não açucarados;
  • Não beba bebidas alcoólicas. Num organismo desidratado são absorvidas rapidamente podendo levar a estados de embriaguez com maior facilidade.

 Na praia:

  • Vá à praia apenas nas primeiras horas da manhã (até às 11 horas) ou ao fim da tarde (depois das 17 horas). Mantenha-se à sombra, use chapéu, óculos escuros e cremes de protecção solar. Uma exposição ao sol prolongada leva a queimaduras de pele que só por si aumentam a perda de líquidos.
  • Não se esqueça que os bebés e os idosos são especialmente sensíveis às ondas de calor.

FOLHETOS:

Ondas de Calor - Medidas de Autoprotecção

Vagas de Frio - Medidas de Autoprotecção

Medidas de Autoprotecção 

    

A primeira medida de protecção contra qualquer fenómeno adverso é, por excelência, a de não ceder ao pânico.

 

O que se pode fazer antes do aparecimento de um tornado:

  • Desenvolva um plano de emergência, para si e para a sua família, considerando várias situações (em casa, na rua, no trabalho, na escola) e prevendo os vários locais de abrigo possíveis;
  • Conheça bem a zona que habita e adquira um mapa da região, de modo a poder acompanhar a evolução de um tornado pelos boletins meteorológicos;
  • Esteja atento à rádio e televisão, de modo a estar actualizado sobre a informação deste tipo;
  • Se planear um passeio para fora da sua região, informe-se sobre as previsões meteorológicas e tome as medidas necessárias caso o tempo seja ameaçador;
  • Realize exercícios sempre que possível;
     

Durante a aproximação de um tornado:

  • Se está em casa, desligue a electricidade, água e gás, e desloque-se para um abrigo previsto, como uma cave;
  • Caso não tenha hipótese de se deslocar para um abrigo abaixo do solo, dirija-se para a divisão interior da casa, no piso mais inferior e coloque-se debaixo de uma peça de mobiliário resistente ou de um colchão;
  • Abra as janelas que se encontram do lado oposto à trajectória do tornado, para equilibrar as pressões, e mantenha-se afastado de todas elas;
  • Casas móveis, ou pré-fabricadas, oferecem pouca protecção, abandone-as;
  • Se estiver na rua deite-se em qualquer vala ou depressão que encontre fora da estrada, afastado de árvores, postes ou muros, e proteja a cabeça - tenha em atenção que grande parte das mortes e ferimentos provocados pelos tornados são causados pelo arrastamento de objectos e detritos.
  • Não tente fugir de um tornado de automóvel, saia imediatamente do veículo.
     

Por vezes os tornados desenvolvem-se tão rapidamente que os sinais prévios de alerta não são possíveis. Esteja sempre atento a qualquer indício de formação, ou aproximação, de um tornado.

 

Depois da passagem do tornado:

  • Siga todas as recomendações das autoridades competentes. Não propague rumores ou informações exageradas sobre a situação.
  • Se há feridos, reporte-os imediatamente aos serviços de emergência;
  • Certifique-se de que os seus alimentos estão em condições e não coma nada cru ou de origem duvidosa;
  • Limpe cuidadosamente qualquer derrame de substâncias médicas, tóxicas ou inflamáveis;
  • Inspeccione a sua casa para verificar que não há perigo de colapso;
  • Permaneça em sua casa, caso esta não tenha sofrido danos;
  • Mantenha desligados o gás, água e electricidade até estar seguro de que não há fugas nem perigo de curto-circuito;
  • Use o telefone unicamente para reportar emergências;
  • Se tiver que sair evite tocar ou pisar postes ou cabos eléctricos;
  • Colabore com os seus vizinhos na reparação dos danos;
  • Em caso de necessidade, solicite a assistência das brigadas de salvamento ou das autoridades mais próximas.
     

Segurança nas escolas:

  • Todas as escolas devem ter um plano de emergência, e realizar exercícios com frequência.
  • Todas as escolas devem ser inspeccionadas e áreas de abrigo devem ser definidas pelas pessoas competentes. As caves oferecem, geralmente, a melhor protecção.
  • Os responsáveis pela activação do plano de emergência devem acompanhar a informação relativa ao estado do tempo;
  • Se o sistema de alarme da escola for eléctrico, deve ter sempre à mão um megafone ou corneta de ar comprimido para activar o alarme em caso de falha de electricidade;
  • Tomar as precauções adequadas para alunos com deficiências físicas;
  • Assegurar a responsabilidade de desligar o gás e electricidade em caso de emergência;
  • Manter as crianças na escola fora das horas regulares em caso de aproximação de um tornado;
  • Almoços, ou reuniões, em salas grandes devem ser adiados em caso de aproximação de um tornado;
  • Deslocar os estudantes rapidamente para o abrigo previsto, ou para as salas interiores no piso mais inferior e assegurar que todos assumem a seguinte posição:
  • Hospitais, Casas de Repouso e outras instituições devem desenvolver Planos de Emergência semelhantes.

O que se pode fazer antes do aparecimento de um furacão:

  • Desenvolva um plano de emergência, para si e para a sua família, considerando várias situações (em casa, na rua, no trabalho, na escola) e prevendo os vários locais de abrigo possíveis;
  • Conheça bem a zona que habita e adquira um mapa da região, de modo a poder acompanhar a evolução de um furacão pelos boletins meteorológicos;
  • Esteja atento à rádio e televisão, de modo a estar actualizado sobre a informação deste tipo;
  • Se planear um passeio para fora da sua região, informe-se sobre as previsões meteorológicas e tome as medidas necessárias caso o tempo seja ameaçador;
  • Realize exercícios sempre que possível.

Em caso de evacuação:

  • Abandone a sua residência sempre que tal seja aconselhado.
  • Abandone as zonas de baixa altitude, durante o dia se possível. Certifique-se de que fecha a água e o gás, que desliga a electricidade e que fecha convenientemente a casa;
  • Tape as janelas com tábuas ou persianas resistentes, e calce as portas de vidro de modo a evitar ao máximo o seu arrasto;
  • Recolha de frente de sua casa todos os objectos que possam ser arremessados pelo vento e amarre em sítio seguro os demasiado grandes ou pesados;
  • Não permaneça em casas móveis (ou pré-fabricadas) mas certifique-se de que as deixa o mais seguras possível;
  • Certifique-se de que o seu automóvel tem combustível suficiente. Conduza cautelosamente usando as rotas de evacuação oficiais;
  • Se estiver num barco abandone-o depois de se certificar de que o deixa seguro.
  • Não regresse a casa sem que as autoridades competentes indiquem o fim do perigo.

Durante a aproximação de um furacão:

  • Siga todas as recomendações das autoridades competentes. Não propague rumores ou informações exageradas sobre a situação.
  • Se a sua casa é segura e situada em altitude, mantenha-se em casa. Abandone zonas de baixa altitude, com risco de inundação;
  • Abandone casas móveis (ou pré-fabricadas) e dirija-se para um abrigo mais substancial;
  • Coloque faixas cruzadas (em forma de X) de fita adesiva nas janelas para evitar o arremesso de estilhaços, e abra uma janela do lado oposto à direcção do vento, para equilibrar pressões;
  • Não abra as cortinas, estas servem de protecção contra estilhaços;
  • Coloque tábuas, ou persianas resistentes, em janelas grandes;
  • Armazene alguma água para consumo, e para fins sanitários, nas banheiras, jarros, garrafas ou outros depósitos;
  • Regule o frigorífico no nível máximo de refrigeração e abra-o apenas quando necessário;
  • Feche todos os depósitos de gás;
  • Desligue todos os aparelhos dispensáveis e mantenha ligado o rádio a pilhas de modo a receber informação e instruções das autoridades competentes;
  • Recolha de frente de sua casa todos os objectos que possam ser arremessados pelo vento e amarre em sítio seguro os demasiado grandes ou pesados;
  • Tenha sempre à mão roupa impermeável;
  • Cubra com material impermeável todos os objectos que se possam danificar em contacto com a água;
  • Certifique-se de que o seu automóvel tem combustível suficiente e que tem a bateria em bom estado.
     

Durante a tempestade:

  • Mantenha-se em casa, no piso mais inferior e na divisão interior, e afastado das janelas;
  • Feche todas as portas interiores e reforce as exteriores;
  • Se o vento acalmar, não saia de casa, é provavelmente a passagem do “olho” (centro) do furacão, ventos fortes podem voltar a qualquer momento;
  • Vigie constantemente o nível de cheia perto de sua casa;
  • No caso do vento se tornar mais violento coloque-se debaixo de uma peça de mobiliário resistente ou de um colchão.
  • Se for surpreendido na rua, afaste-se de árvores, postes ou muros, e proteja a cabeça.
     

Depois da tempestade:

  • Siga todas as recomendações das autoridades competentes. Não propague rumores ou informações exageradas sobre a situação.
  • Se há feridos, reporte-os imediatamente aos serviços de emergência;
  • Certifique-se de que os seus alimentos estão em condições e não coma nada cru ou de origem duvidosa;
  • Beba a água potável que armazenou ou ferva a que vai beber;
  • Limpe cuidadosamente qualquer derrame de substâncias médicas, tóxicas ou inflamáveis;
  • Inspeccione a sua casa para verificar que não há perigo de colapso;
  • Permaneça em sua casa, caso esta não tenha sofrido danos;
  • Mantenha desligados o gás, água e electricidade até estar seguro de que não há fugas nem perigo de curto circuito;
  • Certifique-se de que os seus aparelhos eléctricos estão secos antes de os ligar;
  • Use o telefone unicamente para reportar emergências;
  • Se tiver que sair evite tocar ou pisar postes ou cabos eléctricos;
  • Colabore com os seus vizinhos na reparação dos danos;
  • Em caso de necessidade, solicite a assistência das brigadas de salvamento ou das autoridades mais próximas.
     

Segurança nas escolas:

  • Todas as escolas devem ter um plano de emergência, e realizar exercícios com frequência.
  • Todas as escolas devem ser inspeccionadas e devem ser definidas áreas de abrigo pelas pessoas competentes. As caves oferecem, geralmente, a melhor protecção;
  • Os responsáveis pela activação do plano de emergência devem acompanhar a informação relativa ao estado do tempo;
  • Deve ter sempre à mão um megafone ou corneta de ar comprimido para activar o alarme, mesmo se o sistema de alarme da escola for eléctrico, pois pode dar-se o caso de falha de electricidade;
  • Tomar as precauções adequadas para alunos com deficiências físicas;
  • Assegurar a responsabilidade de desligar o gás e electricidade em caso de emergência;
  • Manter as crianças na escola fora das horas regulares em caso de aproximação de um furacão;
  • Almoços, ou reuniões, em salas grandes devem ser adiados em caso de aproximação de um furacão;
  • Deslocar os estudantes rapidamente para o abrigo previsto, ou para as salas interiores no piso mais inferior e, no caso do vento se tornar mais violento, assegurar que todos assumem a seguinte posição:

  

  • Hospitais, Casas de Repouso, e outras instituições devem desenvolver Planos de Emergência semelhantes.

    
Medidas de Autoprotecção

Use sempre a regra dos 30 segundos para determinar o grau de ameaça dos relâmpagos. Esta regra é simples e consiste em contar os segundos entre a visão do relâmpago e a audição do seu som (trovão). Caso este valor seja menor que 30 segundos procure abrigo imediatamente e siga os passos abaixo indicados: isto significa que a trovoada encontra-se perto o suficiente para atingir o local onde se encontra.

Durante a trovoada:

- Mantenha-se em casa e afastado das janelas – feche as cortinas e persianas para evitar o arremesso de estilhaços;
- Desligue a televisão, computador e outros aparelhos eléctricos – pode, no entanto, manter a luz ligada uma vez que isso não aumenta a probabilidade da sua casa ser atingida por um relâmpago;
- Evite tomar banho ou deixar água a correr para qualquer outro propósito;
- Se se encontra na rua longe de edifícios, desloque-se para dentro de um carro, não descapotável, e evite o contacto com o metal;
- Evite o uso de telefones, a não ser em caso de emergência;
- Nunca se abrigue debaixo de objectos vulneráveis tal como uma árvore alta, numa área isolada;
- Não permaneça no topo de uma colina, em campo aberto, ou na praia;
- Afaste-se da água: não pesque e não ande em barcos pequenos;
- Afaste-se dos objectos de metal e retire qualquer peça de metal que traga consigo - os metais são grandes condutores de electricidade;
- Afaste-se de tractores ou de outro equipamento metálico tais como motas ou bicicletas;
- Afaste-se de redes e tubos metálicos, de linhas ferroviárias ou de qualquer outro curso metálico que possa conduzir a descarga eléctrica desde uma distância considerável;
- Evite abrigar-se em cabanas isoladas ou em qualquer outra pequena estrutura em campo aberto;
- Se se encontra numa área florestal procure abrigo numa zona de baixa altitude debaixo de um conjunto denso de arbustos;
- Se se encontra em campo aberto, procure abrigo numa área de baixa altitude tal como uma ravina ou um vale - nunca se deite sobre campo aberto;

Nunca permaneça debaixo de uma árvore alta e isolada. A maior parte das vítimas das trovoadas são atingidas quando procuram abrigo debaixo de uma árvore. Verifique que não se encontra à maior altitude na área envolvente. Desça até ao ponto mais baixo possível e afaste-se de objectos altos e vulneráveis. Se o raio atinge qualquer um desses objectos pode apanhar o choque da descarga eléctrica através do solo.

Primeiros Socorros:

- Se uma pessoa é atingida por um relâmpago não significa que transporte qualquer carga eléctrica e, como tal, pode ser tocada. Terá sofrido um violento choque eléctrico e apresentará algumas queimaduras;
- Muitas vítimas aparentemente “mortas” por relâmpagos podem ser reanimadas se a acção de socorro for rápida. Quando um grupo é atingido devem-se socorrer primeiro aqueles que aparentemente perderam a vida; os indivíduos inconscientes, mas a respirar, provavelmente sobreviverão;
- A acção de socorro àqueles que não respiram deve ser feita até 4-6 minutos após o choque de modo a prevenir danos irreversíveis no cérebro. Deve ser administrada respiração boca-a-boca uma vez em cada 5 segundos nos adultos e em cada 3 segundos nas crianças:
- Se a vítima não respira e não tem pulso deve ser-lhe administrada a Reanimação Cárdio-Pulmonar (RCP). Esta manobra resulta de uma combinação entre a respiração boca-a-boca e compressões cardíacas externas e deve ser feita, se possível, por pessoas qualificadas para o efeito;
- Verifique se a vítima tem queimaduras nas suas extremidades e à volta de zonas em contacto com metal.

LIGUE 112